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Fadiga persistente, queda de cabelo, pele seca, cãibras ou infeções frequentes podem indicar que o corpo não está a receber as vitaminas de que precisa.
Um único sintoma raramente confirma a deficiência, mas quando vários sinais se acumulam e persistem, é importante investigar.
Reconhecer estes sinais a tempo ajuda a prevenir problemas mais sérios e a recuperar o equilíbrio do organismo. Este guia explica os sinais mais frequentes de défice vitamínico e o que podes fazer para corrigir a situação com segurança.
Por Paulo Pacheco
Editado a 2025-10-27
Fadiga persistente, queda de cabelo, pele seca, cãibras ou infeções frequentes podem indicar que o corpo não está a receber as vitaminas de que precisa.
Um único sintoma raramente confirma a deficiência, mas quando vários sinais se acumulam e persistem, é importante investigar.
Reconhecer estes sinais a tempo ajuda a prevenir problemas mais sérios e a recuperar o equilíbrio do organismo. Este guia explica os sinais mais frequentes de défice vitamínico e o que podes fazer para corrigir a situação com segurança.
Por Paulo Pacheco
Editado a 2025-10-27
A falta de energia, fraqueza e palidez podem estar associadas a défice de vitaminas do complexo B, especialmente B12 e folato.
Estas vitaminas são essenciais para a formação dos glóbulos vermelhos e para o transporte de oxigénio.
A carência pode causar anemia, cansaço persistente e falta de ar mesmo com pequenos esforços.
Fontes alimentares: carne, peixe, ovos, leite e leguminosas.
Pessoas vegetarianas, idosos e quem toma certos medicamentos devem ter especial atenção.
A deficiência de vitamina D é muito comum e pode manifestar-se por dores ósseas, fraqueza muscular e rigidez.
Em adultos, pode causar osteomalácia e, em crianças, raquitismo. Outros sintomas, como fadiga ou queda de cabelo, são menos específicos.
Fontes: exposição solar moderada, peixe gordo (sardinha, salmão), ovos e laticínios fortificados.
A suplementação deve ser feita apenas sob orientação médica ou farmacêutica.
Sangramento gengival, hematomas frequentes e cicatrização lenta são sinais típicos de deficiência de vitamina C.
Nos casos mais graves pode surgir escorbuto — raro, mas possível em dietas muito restritivas.
Fontes: laranja, kiwi, morango, pimento e couve.
Uma alimentação variada, rica em frutas e legumes frescos, costuma garantir o aporte necessário.
O défice de vitamina B12 afeta o sangue e o sistema nervoso.
Além de fadiga e palidez, podem surgir formigueiros nas mãos e nos pés, perda de sensibilidade, desequilíbrio e dificuldades de memória.
Se não for tratada, a deficiência pode causar alterações neurológicas irreversíveis.
Fontes: carne, peixe, ovos e produtos lácteos.
Em dietas vegan ou vegetarianas estritas, é necessária suplementação monitorizada.
A deficiência de riboflavina pode causar fissuras nos cantos da boca, lábios gretados, língua avermelhada e pequenas erupções no rosto.
É mais frequente em dietas pouco variadas ou com baixo consumo de produtos de origem animal.
Fontes: leite, ovos, fígado, amêndoas e cereais integrais.
A carência de tiamina pode provocar fadiga, irritabilidade, falta de apetite e alterações neurológicas.
Nos casos mais graves, causa o beribéri, e em consumidores crónicos de álcool pode evoluir para síndrome de Wernicke-Korsakoff, com confusão e perda de equilíbrio.
Fontes: cereais integrais, leguminosas e carne de porco.
A vitamina A é essencial para a visão e para a integridade da pele e das mucosas.
A deficiência pode causar pele seca, cabelo frágil, maior predisposição a infeções e dificuldade em ver à noite.
Fontes: fígado, gema de ovo, leite, manteiga, cenoura, abóbora, batata-doce e espinafres.
O défice é raro em Portugal, mas pode ocorrer em dietas restritivas ou em situações de má absorção intestinal.
A deficiência de vitamina K pode originar hematomas fáceis, sangramento gengival ou nasal e menstruações muito abundantes.
É mais comum em pessoas com doenças hepáticas ou intestinais, após tratamentos com antibióticos ou em dietas pobres em vegetais verdes.
Fontes: couves, brócolos, espinafres e óleos vegetais.
A vitamina K também contribui para a saúde óssea.
Alguns medicamentos afetam a absorção ou o metabolismo das vitaminas.
Entre os mais comuns:
Metformina, que reduz a absorção de vitamina B12
Antiácidos e inibidores da bomba de protões, que interferem com a absorção de B12
Antiepilépticos, que podem acelerar o metabolismo da vitamina D
Se tomas medicação de forma contínua, fala com o teu médico ou farmacêutico sobre a necessidade de monitorização e possível suplementação.
Procura avaliação médica se:
Os sintomas persistirem mais de três ou quatro semanas
Pertenceres a grupos de risco (idosos, grávidas, vegetarianos, pessoas com doenças digestivas)
Estiveres a tomar medicamentos que interfiram com a absorção de vitaminas
O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica e, se necessário, em análises específicas.
Evita iniciar suplementos sem orientação profissional.
Melhora a alimentação
Uma dieta equilibrada, com alimentos frescos e variados, é a melhor forma de prevenir deficiências.
Consulta um profissional de saúde
O médico ou o farmacêutico pode avaliar se há necessidade de suplementação e definir a dose adequada.
Acompanha a evolução
O tempo de recuperação depende da vitamina em falta e da causa do défice. Segue as recomendações e mantém hábitos saudáveis.
As deficiências de vitaminas podem afetar a energia, a imunidade e o bem-estar geral.
Reconhecer os sinais e agir cedo é essencial para prevenir complicações.
Uma alimentação equilibrada, exposição solar responsável e acompanhamento profissional são as estratégias mais seguras para manter o corpo em equilíbrio.
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