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Os primeiros meses de vida de um bebé são marcados por muitas descobertas — e também por algumas preocupações comuns para os pais. Uma delas é o aparecimento dos chamados sapinhos, uma infeção oral frequente na infância. Apesar do aspeto pouco tranquilizador, trata-se geralmente de uma situação benigna, com tratamento simples quando reconhecida atempadamente.
Neste artigo explicamos o que são os sapinhos, quais os sinais a que deve estar atento, porque surgem e como podem ser tratados e prevenidos.
Por Paulo Pacheco
Editado a 2026-01-17
Os primeiros meses de vida de um bebé são marcados por muitas descobertas — e também por algumas preocupações comuns para os pais. Uma delas é o aparecimento dos chamados sapinhos, uma infeção oral frequente na infância. Apesar do aspeto pouco tranquilizador, trata-se geralmente de uma situação benigna, com tratamento simples quando reconhecida atempadamente.
Neste artigo explicamos o que são os sapinhos, quais os sinais a que deve estar atento, porque surgem e como podem ser tratados e prevenidos.
Os sapinhos são o nome comum da candidíase oral, uma infeção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans na cavidade oral. Este fungo faz parte da flora normal do organismo, mas pode multiplicar-se quando existe um desequilíbrio, sobretudo em bebés cujo sistema imunitário ainda está em desenvolvimento.
A candidíase oral é mais frequente nos primeiros meses de vida, mas pode surgir em qualquer idade, especialmente após determinadas medicações ou em situações de menor imunidade.
Os sinais de sapinhos no bebé podem incluir:
Placas ou manchas brancas na língua, gengivas, interior das bochechas ou céu da boca
Aspeto semelhante a leite coalhado, que não sai facilmente ao tentar limpar
Irritabilidade durante a amamentação ou alimentação
Diminuição do apetite ou desconforto ao engolir
Vermelhidão ou pequenas fissuras nos cantos da boca
👉 Nota importante: restos de leite saem facilmente com uma gaze húmida, ao contrário das placas causadas por candidíase.
Existem vários fatores que favorecem o aparecimento da candidíase oral:
Imaturidade do sistema imunitário, comum nos primeiros meses de vida
Uso de antibióticos, que alteram o equilíbrio da flora oral
Corticoides inalados, quando não há higiene oral adequada após a utilização
Chupetas, tetinas ou mordedores mal higienizados
Transmissão durante a amamentação, caso exista candidíase mamária
Em ambientes quentes e húmidos, o fungo encontra condições ideais para se multiplicar.
Com tratamento adequado, os sapinhos costumam desaparecer em cerca de 7 a 14 dias.
Se não forem tratados ou se existirem fatores predisponentes persistentes, a infeção pode prolongar-se ou reaparecer.
O tratamento deve ser sempre orientado por um médico, idealmente o pediatra. As medidas mais comuns incluem:
Antifúngicos orais, como soluções de aplicação local (ex.: nistatina), prescritos pelo médico
Higiene oral cuidadosa, mesmo em bebés que ainda não têm dentes
Esterilização regular de chupetas, biberões, tetinas e brinquedos
Tratamento simultâneo da mãe, se estiver a amamentar e houver sinais de candidíase no mamilo (dor, ardor, fissuras)
⚠️ A amamentação deve ser mantida, salvo indicação médica em contrário.
Embora nem sempre seja possível evitar o aparecimento dos sapinhos, algumas medidas reduzem significativamente o risco:
Lavar bem as mãos antes e depois de alimentar o bebé
Esterilizar regularmente objetos que o bebé leva à boca
Limpar suavemente a boca do bebé com uma gaze húmida, quando indicado
Evitar o uso desnecessário de antibióticos
Procurar aconselhamento médico ao primeiro sinal de alteração oral
Deve contactar o pediatra se:
As placas brancas persistirem mais de alguns dias
O bebé demonstrar dor ou dificuldade em alimentar-se
Os sintomas reaparecerem com frequência
Existirem sinais de infeção no mamilo da mãe durante a amamentação
O diagnóstico é geralmente clínico e o tratamento é simples quando iniciado precocemente.
Os sapinhos são uma infeção oral frequente nos bebés e, na maioria dos casos, não representam gravidade. O reconhecimento precoce dos sintomas, a higiene adequada e o tratamento correto permitem resolver rapidamente a situação, devolvendo conforto ao bebé e tranquilidade aos pais.
Sempre que surjam dúvidas ou sinais persistentes, o aconselhamento médico é fundamental para garantir um tratamento seguro e eficaz.
Este artigo baseia-se em recomendações e evidência científica de entidades internacionais como a World Health Organization (WHO), American Academy of Pediatrics (AAP), National Health Service (NHS) e literatura médica publicada em revistas como Pediatrics, Journal of Pediatric Infectious Diseases e BMJ.