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A hérnia discal é uma das causas mais frequentes de dor na coluna, podendo afetar tanto a região lombar como a cervical. Embora seja um problema comum, muitas pessoas desconhecem o que acontece exatamente na coluna, como surgem os sintomas e o que podem fazer para prevenir ou tratar esta condição. Este artigo explica de forma simples e rigorosa o que a literatura médica descreve sobre a hérnia discal.
Por Paulo Pacheco
Editado a 2025-11-23
A hérnia discal é uma das causas mais frequentes de dor na coluna, podendo afetar tanto a região lombar como a cervical. Embora seja um problema comum, muitas pessoas desconhecem o que acontece exatamente na coluna, como surgem os sintomas e o que podem fazer para prevenir ou tratar esta condição. Este artigo explica de forma simples e rigorosa o que a literatura médica descreve sobre a hérnia discal.
Por Paulo Pacheco
Editado a 2025-11-23
A coluna vertebral é composta por vértebras separadas por discos que funcionam como pequenas “almofadas”. Estes discos facilitam o movimento, aumentam a flexibilidade e absorvem o impacto do dia a dia.
A hérnia discal ocorre quando parte deste disco se desloca para fora do seu local habitual e comprime um nervo. Essa compressão pode causar dor, formigueiro, dormência ou fraqueza nos braços ou pernas.
Locais onde surge mais frequentemente:
Região lombar — causa comum de ciática (dor que irradia pela perna)
Região cervical — dor que pode irradiar para ombro e braço
A hérnia discal surge devido à combinação de alterações estruturais naturais dos discos e fatores mecânicos ou de estilo de vida. As seguintes causas são as mais bem estabelecidas pela literatura médica:
Os discos começam a perder hidratação e elasticidade a partir da adolescência e início da vida adulta. Esta alteração inicial torna-os mais suscetíveis a fissuras e deslocamento.
📌 Porque é que a hérnia discal é mais comum entre os 20 e os 40 anos?
Os discos ainda são suficientemente flexíveis para herniar
Mas já perderam parte da resistência natural
Esta faixa etária envolve maior atividade física, laboral e esforço mecânico
Em idades mais avançadas, o disco torna-se mais rígido e, paradoxalmente, menos propenso a herniar.
Fatores claramente documentados incluem:
Levantar objetos pesados de forma incorreta
Curvar-se repetidamente
Torções bruscas da coluna
Trabalhos com vibração prolongada (ex.: motoristas profissionais)
Posturas inadequadas mantidas durante longos períodos
Estes movimentos aumentam a pressão sobre o disco e favorecem fissuras no seu revestimento.
A literatura identifica vários comportamentos e condições que aumentam o risco de hérnia discal:
Contribui para fraqueza dos músculos que estabilizam a coluna.
Aumenta a pressão sobre as vértebras lombares e acelera alterações discais.
Reduz o aporte sanguíneo e a nutrição dos discos, acelerando a sua degradação.
Músculos abdominais, glúteos e lombares fracos deixam a coluna mais exposta a sobrecarga.
Embora menos frequente que o processo degenerativo, traumas podem desencadear hérnias:
Quedas
Acidentes
Impactos diretos
Movimentos súbitos com grande força
Em geral, atuam como “gatilho” quando o disco já se encontra fragilizado.
Estudos recentes mostram que a genética influencia a predisposição para degeneração discal e hérnias. Variantes hereditárias podem enfraquecer a estrutura do disco e aumentar o risco, mesmo em pessoas jovens e fisicamente ativas.
Os sintomas dependem da localização da hérnia e do nervo comprimido.
Dor na parte inferior das costas
Dor irradiada pela perna (ciática)
Formigueiro ou dormência
Fraqueza no pé ou na perna
Dor no pescoço
Dor irradiada para o ombro e braço
Dormência ou formigueiro na mão
Diminuição de força no braço
A avaliação médica urgente é necessária se ocorrer:
Incapacidade de controlar urina ou fezes
Dormência na região interna das coxas (anestesia em sela)
Perda de força progressiva num membro
Dor intensa acompanhada de febre ou perda de peso inexplicada
Estes sinais podem indicar comprometimento neurológico grave.
O diagnóstico combina:
História clínica
Exame neurológico
Ressonância magnética (RMN) — exame de eleição
TAC ou raio-X, conforme o caso
A RMN permite visualizar a hérnia e avaliar a compressão dos nervos com grande precisão.
Medidas simples, sustentadas pela literatura, ajudam a reduzir o risco:
Fortalece a musculatura abdominal, lombar e glútea, protegendo a coluna.
Ajustar cadeiras e mesas de trabalho
Fazer pausas regulares
Levantar objetos dobrando os joelhos e mantendo a coluna reta
O tabagismo acelera a degradação dos discos.
Movimentar a coluna regularmente ao longo do dia.
A maioria dos casos melhora sem cirurgia.
Pode incluir:
Analgésicos
Anti-inflamatórios
Relaxantes muscululares
Medicamentos para dor neuropática
Corticoides orais em situações selecionadas (sempre com avaliação médica)
Uma das abordagens mais eficazes.
Ajuda a:
Reduzir a dor
Melhorar a mobilidade
Fortalecer a musculatura
Corrigir a postura
Injeções de corticoides na zona epidural podem ser recomendadas para dor intensa que não melhora com tratamento conservador.
Indicada quando:
Há perda de força significativa
O tratamento conservador falha após várias semanas
Existem sinais de compressão neurológica grave
As técnicas cirúrgicas atuais são minimamente invasivas e permitem recuperações mais rápidas.
A hérnia discal é comum, especialmente entre os 20 e 40 anos, quando o disco ainda é suficientemente flexível para herniar. Apesar disso, a maioria dos casos resolve-se com medidas conservadoras, fisioterapia e estratégias de correção de hábitos. A prevenção — através de atividade física, postura adequada e controlo de fatores modificáveis — continua a ser a melhor forma de proteger a saúde da coluna e evitar recidivas.
As informações deste artigo baseiam-se em recomendações e revisões científicas de entidades internacionais como a North American Spine Society (NASS), American Association of Neurological Surgeons (AANS), European Spine Journal, New England Journal of Medicine e estudos clássicos sobre degeneração discal publicados em revistas como Spine e Journal of Bone and Joint Surgery.