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Redes sociais e saúde mental dos adolescentes: o que os pais precisam de saber

Introdução

As redes sociais fazem parte integrante da vida dos adolescentes. São espaços de comunicação, partilha, aprendizagem e construção da identidade. No entanto, o seu uso intenso e, por vezes, pouco consciente tem levantado preocupações crescentes relativamente à saúde mental, ao bem-estar emocional e ao desenvolvimento social dos jovens.

Compreender os riscos, mas também os benefícios, é essencial para ajudar pais e cuidadores a promoverem uma relação mais saudável entre os adolescentes e o mundo digital.

Por Paulo Pacheco

Editado a 2026-01-06

Redes sociais e saúde mental dos adolescentes: o que os pais precisam de saber

Redes sociais e saúde mental dos adolescentes: o que os pais precisam de saber

Introdução

As redes sociais fazem parte integrante da vida dos adolescentes. São espaços de comunicação, partilha, aprendizagem e construção da identidade. No entanto, o seu uso intenso e, por vezes, pouco consciente tem levantado preocupações crescentes relativamente à saúde mental, ao bem-estar emocional e ao desenvolvimento social dos jovens.

Compreender os riscos, mas também os benefícios, é essencial para ajudar pais e cuidadores a promoverem uma relação mais saudável entre os adolescentes e o mundo digital.

Por Paulo Pacheco

Editado a 2026-01-06


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Autoimagem, comparação e pressão social

Durante a adolescência, a construção da identidade e da autoestima é particularmente sensível à opinião dos outros. As redes sociais amplificam este fenómeno ao exporem os jovens a um fluxo constante de imagens e narrativas idealizadas.

Atualmente, os adolescentes não se comparam apenas com o seu grupo próximo, mas com uma audiência global. Fotografias editadas, corpos padronizados e estilos de vida aparentemente perfeitos criam expectativas irrealistas. Esta comparação constante pode contribuir para sentimentos de inadequação, baixa autoestima, ansiedade e humor depressivo.

Como apoiar os adolescentes

  • Falar abertamente sobre a natureza irreal e filtrada dos conteúdos online

  • Incentivar a diversidade de referências e perfis positivos

  • Valorizar competências, esforço e qualidades pessoais, para além da aparência

  • Reforçar a autoestima através de experiências fora do ambiente digital


Impacto nas relações sociais

As redes sociais facilitam o contacto rápido e constante, mas podem também substituir interações presenciais mais profundas. A comunicação digital tende a ser mais superficial e pode aumentar o risco de conflitos, exclusão social e cyberbullying.

Além disso, o uso excessivo de ecrãs pode reduzir o tempo de qualidade passado com a família e amigos, afetando o desenvolvimento de competências sociais essenciais, como empatia, escuta ativa e resolução de conflitos.

Promover relações saudáveis

  • Criar momentos familiares sem ecrãs

  • Incentivar atividades sociais presenciais

  • Estimular a participação em grupos desportivos, culturais ou comunitários

  • Manter uma presença parental interessada, sem vigilância excessiva


Sono, atenção e desempenho académico

A utilização prolongada das redes sociais, sobretudo ao final do dia, está associada a alterações do sono. A exposição à luz dos ecrãs, a estimulação constante e a necessidade de estar “sempre ligado” dificultam o adormecer e reduzem a qualidade do descanso.

A privação de sono pode ter impacto direto no humor, na concentração, na memória e no rendimento escolar, além de aumentar o risco de irritabilidade e ansiedade.

Medidas práticas

  • Estabelecer horários para desligar dispositivos

  • Evitar o uso de telemóveis no quarto

  • Criar rotinas consistentes antes de dormir

  • Dar o exemplo enquanto adultos


Exposição a conteúdos de risco

As plataformas digitais podem expor os adolescentes a conteúdos inadequados, desinformação, desafios perigosos ou contacto com desconhecidos. A falta de literacia digital pode aumentar a vulnerabilidade a estas situações.

Mais do que controlo rígido, a prevenção passa por informação, diálogo e construção de confiança.

Estratégias de proteção

  • Ensinar regras básicas de privacidade e segurança online

  • Estar atento a alterações de comportamento, isolamento ou mudanças de humor

  • Incentivar os adolescentes a falar sempre que algo os deixe desconfortáveis

  • Conhecer os sinais de alerta associados a problemas de saúde mental


Gestão do tempo de ecrã

Reduzir o tempo passado nas redes sociais não deve ser encarado como punição, mas como uma forma de promover equilíbrio e autonomia. Limites claros e negociados ajudam os jovens a desenvolver autorregulação.

Ideias úteis

  • Definir tempos máximos diários para uso de redes sociais

  • Utilizar ferramentas de controlo de tempo de ecrã

  • Propor desafios familiares sem tecnologia

  • Promover atividades offline alinhadas com os interesses dos adolescentes

  • Explicar sempre o motivo das regras estabelecidas


O lado positivo das redes sociais

Apesar dos riscos, as redes sociais também podem ter um impacto positivo. Muitas plataformas permitem acesso a informação de qualidade, comunidades de apoio, expressão criativa e causas sociais relevantes.

Quando utilizadas de forma equilibrada, podem fortalecer laços, promover aprendizagem e oferecer espaços de pertença importantes para alguns adolescentes.


Conclusão

O impacto das redes sociais na saúde mental dos adolescentes é complexo e multifatorial. Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de promover uma utilização consciente, crítica e equilibrada.

O diálogo aberto, a informação adequada e o envolvimento dos adultos de referência são fundamentais para ajudar os adolescentes a navegar o mundo digital de forma segura, protegendo o seu bem-estar emocional e psicológico. A imposição de regras sem comunicação pode fragilizar relações; pelo contrário, a confiança e a proximidade fortalecem o desenvolvimento saudável.


Fontes

Este artigo baseia-se em evidência científica e recomendações de organizações internacionais como a World Health Organization (WHO), American Academy of Pediatrics (AAP), Royal College of Psychiatrists, UNICEF, European Child & Adolescent Psychiatry e estudos publicados em revistas científicas como The Lancet Child & Adolescent Health, JAMA Pediatrics e Journal of Adolescent Health.


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