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Saúde mental na infância e adolescência: reconhecer, apoiar, prevenir

O que é saúde mental?

Saúde mental significa que a criança ou adolescente se sente bem consigo, consegue lidar com os desafios do dia a dia, mantém amizades e participa na família e comunidade. Tal como a saúde física, a saúde mental deve ser cuidada, observada e falada sem tabus.

Por Paulo Pacheco

Editado a 2025-09-29

Saúde mental na infância e adolescência: reconhecer, apoiar, prevenir

Saúde mental na infância e adolescência: reconhecer, apoiar, prevenir

O que é saúde mental?

Saúde mental significa que a criança ou adolescente se sente bem consigo, consegue lidar com os desafios do dia a dia, mantém amizades e participa na família e comunidade. Tal como a saúde física, a saúde mental deve ser cuidada, observada e falada sem tabus.

Por Paulo Pacheco

Editado a 2025-09-29


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Fatores que podem fragilizar

  • Conflitos familiares, perdas, bullying e isolamento social.

  • Falta de sono, rotinas desorganizadas, excesso de tempo em ecrãs e comparação constante nas redes.

  • Pressão académica, dificuldades económicas e ambientes pouco seguros.

Sinais de alerta

  • Mudanças marcadas de humor ou comportamento (irritabilidade, tristeza persistente, retraimento).

  • Perda de interesse por amigos, hobbies ou escola; descida do rendimento.

  • Problemas de sono e apetite; queixas físicas recorrentes sem causa clara; dificuldade de concentração.

O que protege

  • Rotinas regulares de sono, alimentação equilibrada e atividade física.

  • Tempo ao ar livre, brincadeira, contacto com pares e construção de competências sociais.

  • Diálogo aberto sobre emoções em casa e na escola, sem julgamentos nem tabus.

  • Adultos que dão exemplo de autocuidado e pedem ajuda quando é necessário.

Como agir em conjunto (família, escola e profissionais de saúde)

  • Em casa: ouvir com atenção, validar o que a criança/jovem sente e ajustar rotinas (sono, ecrãs, trabalho escolar, lazer). Procurar orientação quando os sinais persistem e começam a interferir com a vida diária.

  • Na escola: promover literacia emocional, prevenir o bullying, criar canais de comunicação rápidos com a família e facilitar a sinalização precoce de dificuldades.

  • Nos cuidados de saúde: detetar cedo, avaliar de forma integrada (humor, sono, rendimento, relações), partilhar planos claros com a família e rever intervenções ao longo do tempo.

Onde o farmacêutico pode acrescentar valor (sem protagonismo excessivo)

  • Disponibilizar escuta breve e orientação prática quando surgem dúvidas.

  • Esclarecer uso seguro de medicação pediátrica quando prescrita (posologia, interações, efeitos a vigiar) e sugerir recursos informativos locais.

  • Ajudar a desestigmatizar a procura de ajuda especializada, reforçando que “pedir ajuda é cuidado, não fraqueza”.

Mensagens-chave 

  • Pequenas mudanças consistentes (rotinas de sono, menos ecrãs antes de deitar, tempo ao ar livre, conversas regulares) têm grande impacto no bem‑estar.

  • O objetivo não é “apagar problemas”, mas reconhecer cedo, apoiar de forma continuada e, quando preciso, encaminhar para quem pode ajudar melhor.

  • Cuidar da saúde mental faz parte do cuidado global da criança e do adolescente — quanto mais cedo se intervém, maior a probabilidade de um percurso saudável e equilibrado.

 
 
 

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